Piloto brasileiro da Honda ainda tem futuro incerto na categoria
Ele não admite publicamente. Mas Rubens Barrichello pode ter nas 71 voltas de Interlagos seus últimos giros como piloto de Fórmula. Ainda sem equipe para correr em 2009, comenta-se que o brasileiro pode procurar patrocinadores que o banquem na modalidade. O piloto, no entanto, não confirma os comentários, limitando-se a dizer que, caso precise de dinheiro, fará o pedido por apoio. Estreante na categoria na extinta Jordan, o brasileiro logo assumiu o posto de principal piloto brasileiro na categoria, depois da morte de Ayrton Senna, em 1994. Assim, todas as fichas da torcida foram apostada no piloto que, depois de passar pela também falecida Stewart, entre 1997 e 1999, chegou finalmente a uma grande equipe: a Ferrari. Na escuderia de Maranello, Barrichello permaneceu entre os anos de 200 e 2005, sendo sempre a sombra do alemão Michael Schumacher. Os tempos na Ferrari, aliás, fizeram a imagem do piloto ficar desgastada perante a sua torcida, pois ele atuava como um escudeiro do companheiro tedesco. Agora pela Honda, Barrichello reclama constantemente da qualidade do carro. Ele até chegou a dizer no início da semana que antecedeu o GP do Brasil que não teria como ajudar Felipe Massa na busca pelo título e que precisaria era da ajuda do compatriota na prova. No treino de classificação do último sábado para a etapa brasileira, a derradeira da temporada, Barrichello alcançou o 15º tempo do dia. Apesar de distante dos ponteiros do grid, ele não reclama da posição na largada. - Estou bem comigo mesmo. Tem de sorrir mesmo, ir para casa satisfeito, sabendo que 15º é melhor que o carro pode. Fomos bem na primeira parte da classificação, mas na segunda tivemos problemas com o carro saindo de frente. Sem isso, poderíamos ter alcançado o 14º ou até mesmo o 13º posto, mas estamos no limite do carro - diz.

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