Diante de 44 mil torcedores, time carioca fica no 2 a 2 com a Portuguesa e desperdiça a oportunidade dormir na liderança
Cientes de que a torcida não perdoaria mais uma noite de pesadelo como na derrota por 3 a 0 diante do Atlético-MG, os jogadores do Flamengo começaram a partida a mil por hora. Marcando forte a saída de bola da Lusa, o time carioca assustou logo aos 2 minutos, quando Obina, Juan e Ibson fizeram uma boa triangulação, mas o volante errou o último passe. Na seqüência, Rai fez boa jogada individual e tentou colocar a Portuguesa no jogo, mas errou feio o chute. Aos 5, o primeiro gol rubro-negro. E um gol as avessas. Após escanteio mal cobrado por Marcelinho Paraíba, a bola sobrou para Jaílton no bico da área. O volante fez o papel de ponta, deixou Erick para trás e já na linha de fundo levantou a bola na pequena área para...Fábio Luciano. Cheio de estilo, o capitão concluiu como um legítimo atacante e de voleio fuzilou Gottardi para marcar. Na comemoração, ele imitou o gesto eternizado por Bebeto na Copa de 94 e "embalou" a filha Isabella, que nasceu no último domingo.
"Ex-rubro-negro, Athirson vira carrasco" Ainda apático, o Flamengo viu a Portuguesa atropelar no início da segunda etapa. Aos 4, Rai, sempre ele, arriscou da intermediária. Dessa vez, o meia acertou o alvo e Bruno defendeu em dois tempo. Era apenas o primeiro chute do bombardeio da Lusa. Aos 6, Erick foi quem limpou a jogada na entrada da área e bateu cruzado para mais uma defesa do camisa 1. Dois minutos depois, entretanto, não teve perdão. Com muita liberdade, Jonas recebeu no bico da área pela esquerda, girou e chutou no cantinho esquerdo do goleiro rubro-negro para decretar o empate. Totalmente perdido em campo e errando muitos passes, o Flamengo assustou aos 13 com Fábio Luciano, que chutou cruzado para o corte de Bruno Rodrigo na pequena área. No lance seguinte, desilusão rubro-negra. Após vacilo dos cariocas na saída de bola, Erick dominou sozinho pela direita, olhou para área e cruzou na medida para Athirson escorar de cabeça e dançar o vira: 2 a 1 Portuguesa. O placar adverso deixou o Flamengo, além de desorganizado, desesperado. Mesmo com os gritos de burro vindos das arquibancadas, Caio Júnior tirou Jaílton, que foi muito aplaudido, e colocou Maxi Biancucchi. O argentino incendiou a equipe e quase empatou aos 23. Em seu primeiro lance, ele recebeu cruzamento de Juan, mas foi desarmado por Bruno Rodrigo antes de concluir de cabeça. Nos minutos seguintes, Juan e Ibson ainda desperdiçaram boas chances. Aos 25, o lateral-esquerdo ficou com sobra de bate e rebate na área e isolou. Um minuto depois, o volante arriscou de longe, mas Gottardi fez grande defesa e evitou o gol. Na base do desespero, o Flamengo seguiu no ataque. Errando tudo que tentava, Juan passou a ser muito vaiado pelo torcedor, que pedia também que Caio Júnior aceitasse uma proposta do futebol japonês. Aos 38, Everton fez boa jogada individual pela esquerda e cruzou no segundo pau. O baixinho Maxi escorou de cabeça, a bola explodiu no travessão e no rebote o próprio argentino escorou para as redes. Na pressa para buscar a bola no fundo das redes, Obina e Patrício se desentenderam e acabaram expulsos. O atacante deixou o campo aplaudido. Depois disso, muita pressão do lado rubro-negra, pouca criação e mais uma decepção com o apito final de Héber Roberto Lopes.
Vídeo Os gols





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